o da britalar e o da imobiliaria de cedofeita

Relógios de repetição
12 de Março de 2011
A frase que o presidente do Benfica proferiu em sentido figurado, neste país de medíocres tem sido abundantemente glosada pelos escribas portistas que estão a enveredar por autênticos contra-relógios para apagar a certeza já completamente enraizada no espírito de uma grande maioria da opinião pública, de que o FCPorto vai ganhar o campeonato porque o Benfica foi afastado da sua discussão plena em tempo oportuno e por gente oportuna, que como dizia ontem João Paulo Guerra no Jornal ‘O Benfica’, «No Futebol, dominado pelo Sistema, banalizaram-se todas as formas de mentira e até de hooliganismo».
Daí as tentativas apressadas de desvalorizar e até negar aquela evidência. À vez, tivémos mais do mesmo: Francisco José Viegas, cuja aversão à astrologia parece ser um facto por demais evidente, recusa-se a olhar para as estrelas para ver o que nelas está escrito; Paulo Teixeira Pinto que nos continua a deliciar com a sua verborreia inóqua, julgou vislumbrar estrelas cadentes a circular pelos túneis e a imaginar árbitros amigos. Já Rui Moreira foi menos trabalhado e muito menos imaginativo e enveredou por observar as estrelas a partir da Serra do Pilar onde viu Jesus e as estrelas que poupou. Já Pinto da Costa, despojado da intensa ironia que já o abandonou faz algum tempo, optou pelo discurso pobre e repetitivo em que dá cartas e se lamenta não ter encontrado um bruxo para ler nas estrelas, esperando que a arte e engenho dos pombos correio e coristas lhe amplifiquem as graçolas.
Com toda a franqueza também ficámos desiludidos por não conseguir ler nas estrelas, que parece constituir um previlégio só ao alcance de alguns. Já viram se porventura tivéssemos as faculdades de um tal Delano, o que não teríamos evitado...
Só nos últimos dias e a título de exemplo, teríamos pedido a Vitor Pereira para que a firma Xistra, Cardinal & Marcelino tivessem ido apitar o jogo do passado domingo na Ursa Maior, que Alan fosse mais dramático na peça de teatro pessimamente encenada, que a Sport TV não fosse sempre tão esclarecedora nas imagens que apresenta de alguns lances decorrentes de jogos do Benfica, que Rui Gomes da Silva não tivesse ido almoçar aquele restaurante da Foz e, finalmente, que não se tivessem esgotado os inéditos de José Régio...
Numa sociedade a viver uma época para esquecer e onde as pessoas se sentem constrangidas e tristes, é sempre bom que haja alguém que nos divirta com a mais requintada ironia ou se o preferirmos, a total ausência dela. É uma questão de opção.
Aliás o pinto-maior, acabado de regressar da pátria da Kalinka onde optou por gozar as delícias de um Pôr-do-Sol em Moscovo, pareceu algo afectado nas suas últimas manifestações de boçalidade. Deve ser a erosão a deixar marcas inexoráveis.
Ficámos por isso muito sensibilizados pelo facto de considerar a agressão a Rui Gomes da Silva «uma palhaçada». Apraz-nos sempre sublinhar o facto de haver pessoas que gostem e apreciem um bom circo, muito embora esse nobre espectáculo tenha muito mais do que palhaços, como aliás o tiveram o sucedido com Co Adriaanse, Luís Fabiano, Derlei, Paulo Assunção, Adriano, Rodriguez, Costinha, Raul Meireles, Matt Fish, Paulo Martins, Pedro Figueiredo, João Pedro Silva, Marinho Neves, entre (muitos) outros...
Ademais, penitenciamo-nos pelo facto de não termos pedido a LFVieira para ler nas estrelas o tema de conversa entre Pinto da Costa e Lourenço Pinto no Dragão Caixa, aquando do Clássico de Hóquei em Patins, pena foi, nós que tanto gostamos de um circo não apenas com palhaços, mas também com acrobatas.
Mas lá diz o velho ditado: Deus é grande e não dorme, qualquer dia caem.
Aqui:http://www.anti-benfica.com/artopiniao_relogios_de_repeticao.php
por sabio